quarta-feira, 28 de julho de 2010

2001: quando a coisa mostrou que era para valer

O ano foi de muito sexo, orégano e rock’n roll, mas também de decisões de gente grande. Último ano na Unesp, defesa de monografia, fim de bolsa, fim de mesada e completamente apaixonada... O que fazer com tudo isso?

Dizem que quando a gente não sabe o que fazer a vida resolve, e resolve mesmo! De início a escolha era seguir adiante com a carreira acadêmica e batalhar um trampo para permanecer em Mariland. Me fudi bastante nesta época: passei por recenseadora do IBGE, vendedora do Estadão por telemarketing e de loja de roupas no shopping, até que um concurso que eu havia prestado deu o ar da graça: era a convocação do BB para uma vaga em São Paulo.

Primeiro eu não quis ir porque tinha medo daquela cidade foda, depois de largar a chance de entrar no mestrado para enfiar o diploma no cu. Mas, na real, tudo isso era desculpinha porque não queria ficar longe do Mô (este foi o segundo apelido que pegou bem) e de nossos “finais de semana de amor” (quando as meninas da república iam embora e ficávamos sozinhos na casa fazendo tudo o que o diabo gosta).

Qual não foi a minha surpresa quando ele foi me buscar “no serviço” e contei sobre a convocação. De uma tacada só ele respondeu: Se você for eu vou com você! Decidimos apostar com a vida: comunicamos as famílias, eu me formei e pusemos o pé na estrada com uma única certeza, a de que estávamos juntos e dispostos a encarar o que desse ou viesse!

**Se vocês tiverem algum causo, bafo, foto ou vídeo desta época comentem aqui ou enviem para 10anosderock@gmail.com

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