terça-feira, 17 de agosto de 2010

2003: O ano em que os Reres abriram a conta da Suíça

Com o carrinho o horizonte da nossa vida se ampliou. Nossas idas e vindas para Mariland e Rio Claro ficaram mais práticas, rápidas e frequentes, fomos para a praia juntos e aproveitamos os passeios noturnos sem preocupação (ou quase, já que naquela época não tinha a lei seca e a preocupação era perceber quem tinha mais condições de voltar dirigindo). Por outro lado, o BB me tirava o couro todo dia e eu voltava para casa enlouquecida. Achava que tinha enfiado o diploma no c.. e que nunca mais voltaria aos ares da universidade, e que, no melhor dos mundos, um dia eu me conformaria com o “cara-crachá”.

Tentei fugir pela tangente me matriculando numa destas pós-graduações que falseiam a realidade com palavras bonitas para ensinar o sujeito a servir ao patrão com alegria. Até que deu meio certo, pois tudo aquilo que eu aprendi nas Ciências Sociais estava lá com nomes e sobrenomes “organizacionais”, o que minimamente garantiu um pouco de sanidade à minha mente (ainda que às avessas), e a do Rere que, com a paciência que só os amados tem, me consolava nas crises de querer morrer por causa do BB.

Foi então que começamos a arquitetar a estratégia de enfrentamento: sair do BB e voltar à carreira acadêmica. Três coisas foram necessárias: amor, grana e coragem. Grana porque o BB tb pagava as nossas contas e coragem porque sabíamos que era uma manobra arriscada. Mas, sobretudo, o amor! Porque foi ele que transformou meu desejo em nosso, que nos direcionou para garantir meu período indeterminado de inatividade econômica com a “conta da Suíça” e que nos deu coragem na hora do ”vamô-vê”.

Ah, e foi o ano em que o apelido que até hoje ninguém entende surgiu: primeiro veio Rererererere, Rererrito, Rereo, até a versão final e mais utilizada de Rere. Mas como a história é do Alê...deixa que ele conta.

**Se vocês tiverem algum causo, bafo, foto ou vídeo desta época comentem aqui ou enviem para 10anosderock@gmail.com

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