segunda-feira, 6 de setembro de 2010

2005: o ano em que a gente entrou no mestrado

Em 2005 tudo que a gente queria aconteceu e tivemos que vivenciar tudo que veio junto: a ansiedade, o medo e a saudade.

Entre um cliente e outro no BB eu puxava meus livros debaixo do guichê e estudava para o processo seletivo da Unespinha, que ocorreu no início do ano. Havíamos decidido segurar as férias para sair com uma graninha a mais caso a manobra desse certo. Quando eu fui fazer as provas o Mô estava trampando em Floripa e o povo do BB aguardando para comemorar a minha vitória ou a minha ruína (pq tinha um povo invejoso que queria ver eu me fuder).

Foram 3 dias de prova, um fds e uma segunda-feira de espera para eu dar a notícia que mudaria o curso da nossa vidinha: havíamos sido aprovados no processo e nossos dias de BB estavam contados!

Como a coisa havia sido cautelosamente arquitetada eu pedi demissão logo em seguida, apesar das pragas dos clientes e colegas mais antigos de que eu estava fazendo a maior cagada da vida, afinal, ninguém pedia demissão do Banco do Brasil porque era o Banco do Brasill! Assinei minha demissão com muita alegria e com aquele sentimento de liberdade que poucas vezes sentimos na vida. Naquele momento eu estava retomando o papel da cientista social que iria contribuir para a revolução mudar o mundo, só que desta vez com um olho no gato e outro no peixe, pois o batismo do trabalho já tinha tratado de mostrar que querer não é poder.

Viajava quinzenalmente para Mariland para frequentar as aulas. O Rere me levava para pegar o bus na Barra Funda de domingo à noite e me buscava no metrô D. Pedro quando eu voltava pq era de madrugada. Contei com o apoio de papai e mamãe Adas para a acolhida em Marília e pouco a pouco fomos nos acostumando à nova rotina que o mestrado havia criado.

Mesmo com o frio na barriga de como seria este período de mudanças pusemos o plano em ação sem maiores problemas, pois além da "conta da Suíça" fomos presenteados com a efetivação do Mô, que de "tabaiadô terceirizado" passou a "tabaiadô oficial da firma".

Também fizemos nossa primeira viagem longa com o carrinho pelas cidades históricas de Minas Gerais, comendo, bebendo e comemorando com muito amor os sonhos que devagarinho tornavam-se realidade...

Um comentário:

  1. Falei que "a gente" entrou no mestrado porque nesta área filha da puta quem tem companheiro não entra nessa se o outro não estiver disposto a encarar o parto junto (e se teimar e entrar é divórcio na certa, podem acreditar).

    E olha que as dores são de matar e há períodos em que as contrações são ininterruptas, né Rere?

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